quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Amor depois do amor

Incrível a tua forma de me sorrir com a alma toda.
Incrível a tua forma de me sorrir com os olhos.
Incrível a tua forma de me sorrir num abraço; num beijo; num cheiro.
Incrível a tua forma de me encher de felicidade parva e momentânea. 
Incrível a tua forma de ser sem (me) seres.
Incrível como és sem ser.
Incrível o que és por não seres.
E não sendo; amo-te sempre. Mais e mais.
Um para sempre sem fim, lembras?
Assim será. Amo(-te) num para sempre sem fim finito.
Haverá algo melhor que o amor que fica depois do amor?

Que se foda o amor

Que se foda o amor.
Ou então ... Que me fodas de amor; por amor.
Que me faças sentir aquele arrepio na espinha enquanto me beijas o pescoço; enquanto me consomes a alma consumido.
Que se foda o amor; fode-me de amor.
Faz-me perder a noção enquanto te perdes em mim, comigo e por ti.
Se amarmos do princípio; fode-me de amor.
Cabrão.
O corpo a pedir o colapso; o coração em delírio; a boca em convulsão. Corpos quentes; bocas; pernas; mãos; saliva; suor ... A pele nua tão independentemente dependente do teu toque; do teu peso; de desejo.
Foda-se.
Que te fodas de amor enquanto me fodo a amar-te.