Às vezes é preciso que
nos magoem para vermos o quão cegos estamos a ser. Deixamos que nos
iludam, que nos mintam, que nos enganem, fazemos autêntica figura de
parvos e julgamos que na realidade toda a gente nos quer bem. Mas a
verdade é que se riem connosco, riem de nós e fazem com que
choremos por eles.
E todo o mundo goza da
nossa infelicidade e sorri contentíssimo pela nossa enorme ilusão.
Caímos no mesmo erro
uma, duas, três, as vezes que forem precisas. Tentamos ser fortes,
tentamos não dar a parte fraca, mas a verdade é que não
conseguimos, não podemos, nem devemos responder na mesma moeda,
somos superiores. Tentamos ignorar, mas há sempre algo que nos dá a
volta á cabeça, existe sempre algo que nos faz lutar e voltar a
lutar.
Tentamos ser como eles e
acabamos sempre por ser nós mesmos, para consolo dos outros e para a
nossa infelicidade.
E continuamos com a nossa
vida, juntamente com a deles e não reparamos que a felicidade desses
mesmo é a nossa chamada desgraça.
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